32ºC é até pouco pra explicar a ebulição de dentro

Feito magnetismo, pontinhos de luz atraem uns aos outros de uma forma tal que não precisa de explicação. Quando não é só um ponto, mas uma overdose de luz, parece que se cria uma cadeia de planetas que não giram em torno do sol, mas fazem questão de se aproximar dele. Mas é sol que não queima, só aquece a alma, que depois do encontro deixa cada um com um sorriso bobo no rosto, sensação de que certo é estar perto. Tô à procura de outros sóis nesse mundo, dizem que dá pra criar um universo inteiro só com eles.

Tags: withsoul

Ai, senti no coração
O Brasil vai começar!

4 anos aqui

sdds de quando eu realmente usava esse cantinho e ele me trazia tanto alívio

aethracaelis:

adreamerofimpossibledreams:

WAKE UP WORLD #YesAllWomen

That steak analogy is my favorite,

(Fonte: fallingslowly11211, via artisticallynaked)

dengo

Como é bom se encontrar no outro, ainda mais quando é plural. Se a rede do terraço pesa, no quarto sempre cabe mais um. Por que é fácil dividir colchão quando a vontade de estar junto é maior que os não-me-toques. E o que tanta gente pode ver como defeito, pra mim é nossa maior qualidade. É se despir de frescuras e se xingar e se alfinetar e, quando passa do ponto, se desculpar também. Por que o bem do outro é o que a gente preza, mas nem sempre lembra de demonstrar. Não sabia que em meio a tantas diferenças pudesse nascer um carinho tão grande. Às vezes, na correria eu esqueço, mas nos encontros não dá pra negar uma verdade que eu constatei há uns dois anos: colei no bonde certo.

Tags: bpa bdg withsoul

blue is definitely a warm colour

blue is definitely a warm colour

(Fonte: elbesoie, via hojeanoite-n-a-o-temluar)

"Vai devagar, mas a gente vai ganhar essa briga, a gente vai ter um país à altura do nosso povo"

— Ariano Suassuna, ontem à noite, na Bienal do Livro

aspirações

portuaria:

andei lendo os livros errados

quase vinte anos e não sei o que fazer da minha vida.

tenho dois anos de faculdade pela frente, mais uns 40 livros, no mínimo, que desejo ler nos próximos meses. acho que a única coisa que eu realmente gosto de fazer é conhecer.

eu queria era morar numa cidade de praia, mais especificamente em paraty e trabalhar num desses cafés que também são livrarias. ser uma garçonete anônima sem curso superior, sem grandes ambições e guardar metade do meu salário pra viajar vez em quando. 

ler no tempo livre todos os livros do mundo

não é preciso muito pra ser feliz, mas pra ser infeliz nos fazem carregar um bocado de expectativas. eu tenho que me formar, descolar um trampo que me dê dinheiro, ter uma casa, ter um carro e estabilidade financeira.

e eu só queria ser garçonete em paraty

portuária

pleasetakemetowonderlandx:

omg this
"pode acabar o petróleo, pode acabar a vergonha, pode acabar tudo enfim mas deixem frevo pra mim!"
"Your eyes, they shine so bright
I wanna save that light
I can’t escape this now
Unless you show me how
When you feel my heat
Look into my eyes
It’s where my demons hide
It’s where my demons hide"

— Imagine Dragons

desses filmes que me dão orgulho de ser nordestina

desses filmes que me dão orgulho de ser nordestina

Perdi um amigo pro mundo

Num sonho que a gente sonhou junto, o mundo era grande, mas as distâncias pequenininhas. Pra percorrer de uma ponta a outra só se fazia necessário um punhado de vontade sincera na mão esquerda enquanto a direita estivesse carregada de coragem e o peito cheinho de fé na humanidade. Por incrível que pareça, o terceiro sempre nos foi mais fácil, mas isso eu explico pelos corações embebidos em Boff e Galeano. A vontade também é coisa que se consegue fácil, é só jogar no google imagens o nome de qualquer cidade que você queira conhecer. Agora a coragem…ah, essa sempre se escondeu entre meu edredon quentinho e o colchão de molas. Também se fazia invisível no fundo da minha geladeira farta, mas o que acabava mesmo com ela era qualquer sinal de colo de pai e mãe. Ele não, garoto aventureiro, sempre fez do cordão umbilical um elástico mais longo do que os registros do Guiness imaginavam. Como meu lado esquerdo do cérebro sempre gostou de alimentar esses sonhos grandes que o direito vetava, deixei pra sonhar com ele sua viagem de mochila. Acontece que as aventuras do menino nunca foram como as minhas - imaginárias apenas. Ele juntou a força que eu e mais um bocado de gente demos, pendurou a mochila nas costas e foi. Foi, e eu cá fiquei, com o coração de mãe que deixa o filho sair de baixo da asa pra voar o mundo, mas torce pra que ele decida que o melhor lugar é aqui mesmo, na barra da minha saia. O problema maior foi quando o menino me contou o que descobriu: o mundo é mais que essas coordenadas da cidade que a gente dividiu por tantos anos; as pessoas são mais do que esse misto de sotaques e culturas que resultam nessa coisa-alguma-brasiliense. Eu, que só suspeitava por conhecer um pouquinho além das vistas (a terrinha sempre apequenou a vista da cidade-capital-planejada) me tornei um grão de areia no meio do deserto ao ouvir da boca dele que o mundo não era o que a gente tinha sonhado. Era mais: uma explosão de variedades que nem as mentes mais férteis seriam capazes de imaginar. Que “o mundo é bão, Sebastião” e isso por que ele só tinha recebido uma amostra grátis. Disse que ainda precisava descobrir 99,9% das coisas que constituem essa riqueza que é o homem e que agora ele, mais do que nunca, tinha sede de viver. Mais uma vez fui mãe: engoli o coração que a essa altura já tava apertadinho do tamanho de um analgésico e agradeci pelo moleque estar bem, mas só conseguia imaginar quão improvável tinha se tornado que ele qualquer dia voltasse a se acostumar com sua antiga realidade, tão limitada que era. Ele confirmou de voz firme e tão madura quanto eu jamais ouvira de sua boca: é agora cidadão do mundo. Segurei a lágrima e tudo o que pude fazer foi reafirmar: que mesmo com essas andanças todas, não esquecesse do grão de areia de metro e meio, sotaque pernambucano e residência brasiliense que um dia sonhou com ele aquilo que pra mim continuava como sonho maior mas pra ele se mostrava só uma faceta da tão abrangente realidade.

borboletas no estômago

são o prenúncio do reencontro com summer love.

Tags: terrinha